Há certas horas, em que não precisamos de um Amor... Não precisamos da paixão desmedida... Não queremos beijo na boca... E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama... Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado... Sem nada dizer... Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir... Alguém que ria de nossas piadas sem graça... Que ache nossas tristezas as maiores do mundo... Que nos teça elogios sem fim... E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável... Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado... Alguém que nos possa dizer: Acho que você está errado, mas estou do seu lado... Ou alguém que apenas diga: Sou seu amor! E estou Aqui!
Eu, Gean Carlos S. Araujo Filho, nascido no dia 19 de março de 1990, filho de Edielma Gomes e Gean Carlos, estou hoje aqui pra dizer a você, dona do Blog intitulado " http://lost-insiide.blogspot.com/ ", o quanto eu tenho estima por Vossa Senhoria, não que eu já não tenha deixado isso bem claro e conciso, não isso, digo-lhe do meu apreço por você, pois, como já disse por milhões de vezes, você é a pessoa mais cool (cool = legal, ok!?) que eu conheço, e sem medo de dizer, Eu Te Amo!
E esse amor não é pelo fato de dividirmos a mesma esquina, e o lucro que ela nos proporciona, (Graças!), não pelo fato de você ser quem você é, e quem conhece sabe o que eu digo, mais pelo fato de você sempre estar comigo quando eu preciso pelo fato de você ser a pessoa que me faz rir, que me faz chorar, que me faz ter fé no mundo. O amor que eu sinto por você, cara dama, não é aquele amor banal, que estamos acostumados a escutar dos outros corriqueiramente, mas um amor sincero, puro, e que ao meu modo de ver está cada vez mais raro no mundo.
Porque eu vejo que o que você sente por mim também é sincero, puro. Eu, hoje, agora, às 21h14min, digo que se não fosse por você meu mundo seria mais frio, mais chato. Deus faz as coisas mais perfeitas do mundo, une pessoas tão diferentes que se ligam de uma forma fraternal, de irmãos mesmo, e vejo você não como minha amiga, mas como mais uma irmã minha, aquela que precisa de cuidados por ser muito inocente, que me faz rir com palhaçadas, que eu preciso todo dia de um abraço, e quando não o tenho me sinto mais fraco.
É por esses e outros motivos, que venho através desta, lhe agradecer e dizer que eu estou aqui, quando precisar, quando sentir que precisa desabafar, pois como eu disse anteriormente, sou seu irmão, não de sangue, mas de alma.
Atenciosamente,
Gean Carlos Souza Araujo Filho.
Um Amigo seu.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Hoje não foi de sangue...
Me derramei em esperma e fui internado num hospital para que enfermeiras me sugassem com suas pipetas e buretas e gametas e seringas. Me derramei em esperma. E enquanto repousava sob lençóis brancos, vieram me trazer o resultado.
Sonhei que estava internado. Num hospital, doando esperma para a continuidade da raça. Para cumprir o meu papel, ejacular meus girinos em filhos, no caos inevitável ao que o mundo se derrama. O esforço me exauriu. E sonhei que estava internado, num hospital, esperando me recuperar de uma doação exagerada, que já trazia frutos imediatos.
Fiquei esperando no quarto, para ver o que trariam até mim.
A enfermeira me trouxe embrulhada uma linda menininha de olhos azuis. Loira, de olhos azuis. Seriam meus? Ruivo eu nasci, derramado em vermelho. Loira, de olhos azuis. Seria minha? A menina já me olhava sorrindo. E me chamava de “papai”.
Aí houve a chance de eu contestar...
Não importa que a menina já estivesse crescida. Não importa que de girino em sapo e de sapo em menina minha filha crescera enquanto eu dormia. O problema era: como ela me reconhecia?
“Esta criança foi treinada para chamar de ‘papai’ qualquer homem que a pegar no colo”, protestei . E imaginei que a menina rodasse todos os quartos, todos os pais, todos aqueles que haviam se derramado, para que a reconhecessem como filha, depois seria levada. “Você sabe, não podemos revelar a identidade da mãe, nem o destino da criança. Apresentamos a menina ao pai apenas para ele ter certeza de que sua função foi cumprida.”
Cumpri minha função com uma filha de olhos azuis.
Era isso que as enfermeiras queriam que todos os pais pensassem. Era esse ideal que o hospital propagava. Todos os pais repousando, satisfeitos. Todos os pais de uma filha - uma única filha - perfeita...
Quero meu filho hidrocefálico – revindiquei. Quero meu bebê desdentado. Quero reconhecer nele meus defeitos – o meu drama – quero vê-lo chorando e sofrendo. Quero um filho só meu - meu filho único. Quero meu fruto imperfeito.
Apenas a levaram de mim. Se eu não podia gerar uma filha perfeita, não estava preparado para ser pai.
Nunca vou ser pai, sonhei.
Acordei com a sensação de que fiz o que pude. Acordei em lençóis limpos, secos, imaculados. Não quero ser responsabilizado.
Crianças produzem gases. Crianças poluem o mundo. Crianças cutucam com os dedos melados a camada de ozônio.
Não posso fugir de ser irresponsável.
Filhos perfeitos são aqueles que crescem castrados.
Ou para ser mais óbvio: “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria." (Cutucando Machado com meus dedos melados...)
Pra falar verdade,às vezes minto.
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto.
Pra dizer às vezes que às vezes não digo.
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo.
"Tanto faz" não satisfaz o que preciso.
Além do mais quem busca nunca é indeciso.
Eu busquei quem sou.
Você pra mim mostrou .
Que eu não sou sozinha nesse mundo.