segunda-feira, 25 de agosto de 2008


" _Anna, não existe suicídio!...
Perplexa, ela imediatamente argumentou:
_O que você está me dizendo? Durante anos, procurei entender
por que minha mãe morreu e por que as pessoas desistem de viver.
E agora você me diz que não existe suicídio! Não brinque com os meus sentimentos.
_Estou falando sério. As pessoas deprimidas têm fome e sede de viver.
_ ele afirmou contundentemente.
Então, ela tocou num assunto que era um tabu:
_Não diga isso. Eu também já tentei tirar minha vida uma vez.
Tomei cartelas de medicamentos. O que eu fiz? Não quis me matar? _ Falou, abalada.
_Não, você quis matar a sua dor, e não a sua vida.
Do mesmo modo, sua mãe não quis morrer.
Na realidade, seu desejo era destruir o humor triste, a angústia que a sufocava.
Nenhum psiquiatra jamais me disse isso!_ Anna exclamou .
_ O conceito de suicídio precisa ser corrigido na psiquiatria
e na sociedade em geral.
A consciência do fim da existência é sempre uma manifestação da própria
existência.
. Toda idéia de morte é uma homenagem à vida, pois só a vida pensa.
A idéia de morte não é a atitude onipotente do ser humano traçando seu destino,
mais uma atitude desesperada de tentar destruir o drama emocional
que ele não conseguiu
superar.
. Assim, não existe a idéia pura de suicídio.
Toda vez que uma pessoa pensa em se matar,
ela não leva em consideração a consciência do nada existencial.
. Seu pensamento é uma reação, não para eliminar sua vida,
mas para decepar sua dor. A tentativa de suicídio, portanto,
revela não o desejo de morrer, mas uma fome desesperada de viver."

O Futuro da Humanidade - Augusto Cury







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